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“OS QUARENTA ANOS DE FUNDAÇÃO DA
LOJA MAÇÔNICA “AURORA DE GOIÁS”
E “RESUMO DE SUA HISTÓRIA”
Irmão MÁRCIO ANTÔNIO SANTANA
Dezembro de 1995
“Dedico este simples trabalho, aos abnegados Irmãos
Fundadores; aos Irmãos que passaram pela nossa Loja; àqueles
que hoje sustentam suas colunas e à geração futura de Maçons
que há de vir e que haverão de dar continuidade à esta obra
tão importante, construída com luta, dedicação e amor à
causa Maçônica”.
Comemoramos no ano de 1994, os 40 anos de fundação da nossa
querida Loja “Aurora de Goiás”.
Quarenta anos se passaram deixando bem longe, ofuscado pelo
tempo aqueles dias tão difíceis, que tudo fazia crer no
esmorecimento, se transformar como que seiva milagrosa a
alimentar a esperança de ver um dia sua consolidação para
poder cumprir o juramento feito entre os homens, tendo o
Grande Arquiteto do Universo por testemunho.
Quarenta anos, desde que aqueles valorosos trinta e três
Irmão se propuseram, armados com o Símbolo do trabalho, a
busca do “justo e perfeito”. Alguns deles já partiram para o
Oriente Eterno; outros o destino os levou para outras plagas
e outros ainda em nosso meio, residindo até mesmo neste
Oriente. Necessário é, que lhes façamos justiça, pois, a
própria natureza nos ensina que em tudo há o ciclo de
vitalidade, e que em tudo deve haver renovação.
Toda evolução é conseqüência de ações e reações e, a “AURORA
DE GOIÁS ” é uma resultante deste fenômeno.
Irmãos de diversas Lojas, possuídos de altos princípios
maçônicos, resolveram fundar uma “Aurora” Maçônica, onde
pudessem dar vazão aos seus truncados desejos de Irmandade.
Como foi fundada a Loja “Aurora de Goiás”?
A idéia de fundar uma nova Loja onde ao par de arregimentar
estes Irmãos entusiastas com a Ordem, e procurar além da
parte moral, a elevação cultural e material da Maçônica,
devemos aos Poderosos Irmãos: José Cândido da Silva,
Francisco Pinheiro da Silva, Luiz da Glória Mendes e Jorge
Neme Saliba.
Este foi o “quadriunvirato”, que teve a inspiração de
fundação de uma nova Oficina, concretizaram-na, agrupando os
nomes de 33 Irmãos, iniciando assim uma nova “ célula
maçônica ” com um universo simbólico de velhos e
experimentos Maçons, com o firme propósito de uma renovação
na Ordem.
Os trinta e três Irmãos que tiveram a felicidade de fundar
esta profícua Loja foram: Ademar de Mendonça, Alberto Rassi,
Antônio Passos Barbosa, Antônio Azzi, Aryovaldo Tahan,
Aryone de Moraes, Aryone Póvoa, Armogaste da Silveira,
Arthur da Cunha Bastos Jr., Carlos Machado de Araújo, Divino
José de Oliveira, Enio Carramaschi, Francisco Pinheiro
Silva, Geverson Mendonça Ribeiro, Gumercindo Inácio
Ferreira, João de Paula Teixeira Filho, Joaquim Brandão,
Jorge Neme Saliba, José Camilo de Oliveira, José Cândido da
Silva, José de Araújo, José Miguel Tomé, José Mota Reis
Pessoa, José Normanha de Oliveira, José Pereira de Andrade,
Luiz Ângelo Milazzo, Luiz da Glória Mendes, Luiz Rassi,
Mussi Jorge Rassi, Nagib Daher, Odorico Nery, Oscar Barbosa
de Melo, e Silvio Berto.
E assim com um grupo tão fortalecido por estes Valorosos
Irmãos e partindo de Goiás a idéia de uma nova “Aurora” na
Maçonaria, não poderiam ter escolhido um nome mais adequado
e belo do que “AURORA DE GOIÁS”.
A semente estava lançado! Sonho utópico? Caminhada Difícil?
Nada importava, pois qualquer sacrifício seria a bem de
nossa Ordem, pois os “homens passam e a Maçonaria fica”.
E assim foi. Local para se reunirem não tinham. Mas isto não
os desanimavam.
E no dia 31 de maio de 1954, a Loja Maçônica “Aurora de
Goiás” realizou sua primeira sessão na residência do Irmão
Aryovaldo Tahan, onde foi escolhido como seu primeiro
Venerável o Pod.’. Ir.’. Carlos Machado de Araújo.
Desta forma estava fundada a Loja Maçônica “Aurora de Goiás”
sob os Auspícios de Grande Oriente do Brasil.
Autorizada a funcionar como Loja Regular, por brevê datado
de 10 de Janeiro de 1955 no Rito Adonhiramita.
Posteriormente, passou a funcionar no Rito Escocês Antigo e
Aceito, de conformidade com o novo título constitutivo
datado de 26 Dezembro de 1955, mantendo-se neste mesmo Rito
até os dias de hoje.
As Reuniões eram realizadas semanalmente em locais
diferentes, como se ainda estivessem trabalhando na
clandestinidade como na Idade Média. Mas a verdade, era a
falta de um local próprio para se reunirem. Assim, qualquer
lugar servia, como por exemplo o Studio Foto Berto, o
consultório médico do Ir.’. José Normanha de Oliveira, ou
seja bastava que pudessem bater o malhete “do justo e
perfeito” mantendo assim acesa a pira que haveria de
iluminar a meta daqueles corajosos Irmãos.
E assim continuaram se reunindo, até o dia em que receberam
o convite da Loja "Asilo
da Acácia". O convite foi aceito penhoradamente e
naquele Templo por muitas sessões, a Loja Maçônica “Aurora
de Goiás” pode acertar seus primeiros passos, cuja primeira
reunião aconteceu em Outubro de 1954.
Porém, tendo em vista a distância da Loja “Asilo
da Acácia”
que ficava em Campinas, em relação onde residiam a maioria
dos Irmãos, e ainda como os meios de transporte da época não
eram tão fáceis, houve a sugestão do Ir.’. Jorge Neme Saliba
para que nossa Oficina passasse a se reunir na Loja “Adonhiram”,
para o que, o Ven.’. Carlos Machado de Araújo nomeou uma
comissão para tratar do assunto.
Tendo o pedido de nossa Loja sido aceito, transferiu-se
nossos trabalhos para o Templo da Loja “Adonhiram ”, cuja
primeira sessão se deu em 13 de Dezembro de 1954.
Vale lembrar, que esta Loja, que agora nos acolhia era da
“Grandes Lojas”, dando guarida a uma Loja do Grande Oriente,
numa grande exemplo de verdadeira fraternidade maçônica.
Na ordem do dia da sessão de 24 de Janeiro de 1955, foi lida
a prancha da Loja “Liberdade
e União” oferecendo seu Templo para funcionamento de
nossa Loja. Após discussão, a matéria proposta foi aprovada
por unanimidade, ficando ainda decidido que nossa Loja
passaria a funcionar naquele Templo a partir de 07 de
Fevereiro de 1955.
Nesta sessão vários Irmãos discorreram sobre a instalação do
Grande Oriente do Estado de Goiás, que já estava criado
segundo palavras do Ir.’. Divino José de Oliveira, sendo
ainda sugerido por este Ir.’. que a Loja “Aurora de Goiás”
liderasse o movimento desta instalação.
Era ainda o Ven.’. Mestre o Ir.’. Carlos Machado de Araújo
como membro da primeira Diretoria Provisória que foi de 31
de Maio de 1954 até 20 de Março de 1955, quando fora eleita
a primeira Diretoria Oficial liberada pelo Ven.’. Mestre
Aryovaldo Tahan.
E ainda no Templo da Loja “Liberdade
e União”,
no qual nossa Loja trabalhou até 20 de Abril de 1964,
exerceram o cargo de Venerável, os seguintes Irmãos
sucessivamente: Luiz da Glória Mendes, José Cândido da
Silva, José Pereira de Andrade, José Normanha de Oliveira,
Divino José de Oliveira, Silvio Berto, Gumercindo Inácio
Ferreira, William Jabur e Ascendino Celestino Silva.
E foi na administração deste último e por motivo do início
da construção do Edifício Liberdade e consequentemente de
seu novo Templo, que nossa Loja teve novamente que se
transferir de local.
E assim, em 27 de Abril de 1956, nossa Oficina foi
fraternalmente acolhida pela Loja “Ordem
e Progresso II” realizando naquela data sua primeira
sessão e ali permanecendo até o mês de Abril de 1977 quando
finalmente mudamos para o nosso próprio Templo.
É importante lembrar que mesmo com tantas dificuldades os
Irmãos não desanimavam e a luta em prol da consolidação da
querida “Aurora de Goiás” continuava e assim em 02 de Abril
de 1956 fora aprovado o Regimento Interno de nossa Oficina,
tendo o mesmo sido assinado pelos seguintes Irmãos:
José Normanha de Oliveira – Venerável Mestre, Silvio Berto –
1° Vigilante, Antônio Passos Barbosa – 2° Vigilante, Carlos
Machado de Araújo – Orador, Aryovaldo Tahan – Secretário,
José Miguel Tomé – Tesoureiro, e Nagib Daher – Chanceler
Sendo que o Estatuto da nossa Loja só fora aprovado em 19 de
Fevereiro de 1973 pelo Conselho Estadual da Ordem e
registrado no Cartório de Registro de Pessoas Físicas, tendo
o documento original sido assinado pelos seguintes Irmãos:
Orion da Fonseca – Venerável Mestre, Iêdo Ranulfo Lôbo 1°
Vigilante, Silmon Abadio Pinto – 2° Vigilante, e Manasses
Borges – Tesoureiro.
Mas e o nosso Templo como fora adquirido?
Durante os primeiro 23 anos de existência de nossa Loja,
Muito se falava da necessidade de se conseguir um Local
próprio.
Porém, somente em 29 de Maio de 1972 assistiu-se o Início da
coordenação de esforços para concretizar aquela idéia.
Nesta sessão presidida pelo Ven.’. Mestre Orion da Fonseca,
o Ir.’. José Dias Milhomens lembrou do aniversário de nossa
Loja que se aproximava e lamentou ao mesmo tempo, a falta de
um prédio próprio, sugerindo uma cotização de “mil cruzeiros
” para cada obreiro para darem início a um plano de
construção, sendo a proposta aprovada.
Daí, na sessão de 21 de Agosto de 1972, fora nomeada uma
comissão para a escolha de um terreno, que pudesse ser
comprado ou quem sabe até mesmo doado.
Na sessão seguinte, o Ir.’. Silvio de Azevedo Farias, como
membro da referida comissão, informou os Irmãos da
existência de um terreno no Setor Norte Ferroviário e que
atendia os interesses da Loja.
Esta informação foi passada ao Ir.’. Silvio A. Farias, pelo
Ir.’. Oscar Henrique de Souza, o qual era amigo do Irmão que
alugava o referido imóvel e que freqüentava nossa Oficina na
época.
E foi, portanto desta forma, que finalmente foi consumada a
compra do imóvel.
Vale lembrar, que naquele terreno, funcionavam
respectivamente, uma máquina de arroz e uma marcenaria.
E para fazer justiça, não poderíamos deixar de mencionar o
gesto de grandeza maçônica de alguns Irmãos, como o próprio
Oscar Henrique de Souza, Oguimar José Vicente, Élbio Marques
Alvarenga e Darcy Dias de Araújo, que emprestaram o dinheiro
à Loja para a compra da área, sendo que posteriormente é que
houve a cotização entre os demais obreiros.
E assim, através da Escritura Pública passada no Tabelião do
imóvel onde hoje estamos instalados. E, em 08 de Outubro de
1973, o poderoso Ir.’. Izidoro Dias Lopes Nascimento
consegue o registro da referida escritura.
Ocorre que, com o advento do início da constrição do Palácio
Maçônico do Grande Oriente do Estado de Goiás, alguns Irmãos
optaram pela compra em condomínio naquela obra, deixando
assim de lado a idéia de construção de nosso Templo, ficando
assim decidido a possível venda de nosso imóvel para
pagamento de nossas parcelas no Palácio Maçônico.
Mas, como o Grande Oriente do Estado de Goiás, após estudos,
não encontrar uma fórmula para o condomínio, aconteceu que,
na sessão do dia 09 de Agosto de 1976 fora aprovado em
tornar sem efeito a idéia da compra no Palácio Maçônico e
resolvido as imediatas providências para a construção de
nosso Templo próprio, nomeando imediatamente uma comissão de
construção.
À firme e decidida direção do Ven.’. Mestre Silvio Berto
devemos a primeira etapa de reforma de nosso Templo. Dele
sempre vinha às palavras de ânimo e, insistentemente dizia
aos Irmãos: “Vamos construir nosso Templo!” “Ajudemo-nos aos
outros!”. E lembrava sempre da responsabilidade de cada
obreiro.
E em 31 de Janeiro de 1972, nosso Templo já estava em
condições de receber os móveis, sendo que vários deles foram
comprados e alguns doados pelo próprio Ven.’. Silvio Berto.
E na sessão de 04 de Abril de 1977, o Ven.’. Mestre Silvio
Berto anunciou que aquela seria a última sessão de nossa
Loja, no Templo da co-irmã “Ordem
e Progresso II”,
onde por 13 anos aqueles abnegados Irmãos nos hospedaram, na
mais pura e sincera fraternidade.
E finalmente em 11 de Abril de 1977, realizou-se a “PRIMEIRA
SESSÃO” em Templo próprio. Os esforços dos obreiros de
“Aurora de Goiás” foram compensados pela satisfação de verem
seu sonho realizado e pela alegria de verem presentes grande
número de Irmãos visitantes, que foram levar o benfazejo
calor de suas fraternais manifestações.
E assim, nossa Loja funcionou até o ano de 1983. Nesta época
nossa Oficina era administrada pelo Ven.’. Mestre Rômulo
Chaul, sendo que este e os demais Irmãos já percebendo a
situação em que se encontrava o nosso Templo, preocuparam-se
em remodelá-lo.
Desta forma a pedra bruta da Maçônica Operativa “AUROREANA”,
fora polida. E, da união de todos os obreiros e graças ao
entusiasmo do Ven.’. Mestre surgiu um novo Templo. Com
telhado novo, piso interior do Templo também trocado e mais
um aparelho de ar condicionado foi ali instalado.
Dentro do Templo uma rica pintura ritualística surgiu. Até a
velha porta da entrada do Templo fora substituída por outra,
artisticamente trabalhada por um habilidoso artesão. Novas
instalações elétricas e novas luminárias deram mais vida ao
novo Templo.
O ânimo novamente se apossou de todos os Irmãos. Seus
fundadores olhavam com orgulho o resultado de um trabalho
que iniciaram no passado com tanta dificuldade.
Mas, os anos foram passando, em 1987 assumiu a administração
da Loja, o Irmão Heremnius Ferreira Barbosa, como Venerável
Mestre. E este tinha consigo uma meta a cumprir. E graças ao
seu firme e determinado propósito, com muita luta e com a
ajuda dos obreiros da Loja, foi construído o nosso Salão de
Festas.
Local aprazível, onde a partir daí, passamos a realizar
nossos eventos sociais, além de abrigar a “AFFAGO”, onde
nossas cunhadas tinham agora um local para se reunirem e
trabalharem em prol dos menos favorecidos.
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