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A PARTICIPAÇÃO DA MAÇONARIA NA PROCLAMAÇÃO DA
REPÚBLICA NO BRASIL


A PARTICIPAÇÃO DA MAÇONARIA NA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA NO BRASIL
Irmão Manoel Deodoro da Fonseca
Marechal e 13º Grão-Mestre do GOB
 

Neste sábado, dia 15 de novembro de 2008, comemoramos 119 anos da proclamação da República no Brasil que teve como líderes e idealizadores deste movimento, Maçons ilustres que hoje fazem parte de nossa história, tais como Marechal Deodoro da Fonseca, Benjamin Constant, Rui Barbosa, Campos Salles, Quintino Bocaiúva, Prudente de Morais, Silva Jardim e outros mais.

Nesta oportunidade apresentamos a biografia do nosso irmão Manoel Deodoro da Fonseca, contida no site do Museu Ariovaldo Vulcano do Grande Oriente do Brasil.
 

MARECHAL MANOEL DEODORO DA FONSECA
24/03/1890 a 09/02/1892 (Efetivo)

Nascido em Anádia (hoje. Deodoro), na Província de Alagoas, a 5 de agosto de 1827, e falecido no Rio de Janeiro. a 23 de agosto de 1892, o marechal MANOEL DEODORO DA FONSECA pertenceu a uma família de militares: era filho do tenente-coronel Manuel Mendes da Fonseca e irmão dos marechais Hermes Ernesto e Severiano, do general-médico João Severiano, do major Eduardo Emiliano, do capitão Hípólito, do a lferes Afonso Aurino- estes três últimos, mortos na Guerra do Paraguai, motivo pelo qual não chegaram a postos mais elevados - e senador Pedro Paulino, que, embora militar, foi reformado muito cedo, em 1861, ainda tenente, como incapacitado.

Ingressou na Escola Militar em 1843, tendo pertencido à geração seguinte à de Caxias e Osório (também maçons). Quando tenente, integrou a tropa destacada para Pernambuco, por ocasião da Revolução Praieira de 1848; como capitão, seguiu para o Uruguai, participando dos episódios que antecederam a Guerra do Paraguai, da qual também participaria e da qual retomaria, em 1870,já como coronel. Em 1874, era promovido a brigadeiro e, em 1884, a marechal-de-campo.

Foi um dos líderes da Questão Mílitar e, a 15 de novembro de 1889, desempenharia o papel principal e decisivo, no levante que instituiu a república no Brasil. Conta-nos a história do dia 15 de novembro de 1889 que "na casa de Deodoro, reuniram-se no dia 11 de novembro de 1889, os maçons: Benjamin Costant, Aristides Lobo, Quintino Bocaiúva, Francisco Glicério, Rui Barbosa, Cel Catuária, Major Frederi co Sólon Ribeiro, Almirante Wanderkolk, Frederico Lorena e outros, ficando combinadas as medidas necessárias não sem um certo trabalho do incansável Irmão Benjamim Constant, que só após alguns esforços, conseguiu vencer os escrúpulos de Deodoro, pois este apenas era apologista da revolução que derrubasse o gabinete Ouro Preto, e só depois de ouvir longamente Benjamim Constant, que era a alma do movimento republicano, foi que deixou escapar as suas primeiras palavras em prol da REPÚBLICA." Eu respeito muito o Imperador, está velho e eu queria acompanhar-lhe o caixão ao cemitério, mas já que ele quer, faça-se a República".

E a quinze de novembro, o Irmão Deodoro da Fonseca, que havia passado o dia anterior acometido de dispnéia tão forte que os seus amigos chegaram a pensar em adiar o movimento reditivo, assumia o comando das forças para proclamar a Republica. Foi o 13º Grão Mestre GOB no período de 1890 a 1891 e faleceu em 1892, três anos após ter proclamado a República. Coroava-se de pleno êxito mais uma luta da Maçonaria pela grandeza de nossa Pátria.

Ele estava doente e acamado, quando os principais líderes militares do movimento foram buscá-lo, em sua casa, defronte ao campo de Sant' Anna (depois, Praça da República), para colocá-lo à testa da tropa. em plena madrugada. Sua mulher, indignada com a verdadeira invasão de sua casa, quis expulsar todos os oficiais, tendo sido, toda via, convencida de que era necessário que o marechal assumisse o co mando, para dar maior força ao movimento.

Chefe do Governo Provisório e, depois, eleito presidente, ele renunciaria ao cargo, a 23 de novembro de 1891, para não provocar uma guerra civil. Diante da revolta da Armada, liderada pelo almirante Custódio de Melo, em reação ao golpe do presidente, que, a 3 de novembro, dissolvera a Câmara e o Senado.

Foi maçom ativo, desde que foi iniciado, a 20 de setembro de 1873, na Loja "ROCHA NEGRA.5", do Oriente de São Gabriel, Estado do Rio Grande do Sul. Deodoro, era há esse tempo, o coronel comandante do 1º Regimento de Artilharia a Cavalo, sediado em São Gabriel. Em sua memorável cerimônia de iniciação, foram seus companheiros, os capitães João Vicente Leite de Castro, Antonio Fernandes Barbosa e Idalin o Favorino Vilaça: o alferes Cândido Marques da Rocha e os civis: Augusto Fayette, Thomaz Borges Fortes, Fiuzo Francisco Gonçalves e Gaspar Ferreira Cardozo.

Apesar de suas viagens e remoções, devidas à sua patente militar – por remoção, teve que deixar o quadro da "Rocha Negra" em dezembro de 1874 - manteve sempre uma apreciável atividade maçônica. Pertenceu, provavelmente, à Loja "DOIS DE DEZEMBRO", do Rio de Janeiro, e chegou ao Grão-Mestrado do Grande Oriente (do qual foi o 13 Grão-Mestre), tendo renunciado ao cargo, depois de renunciar á presidência da República, vindo há falecer oito meses depois, doente e desencantado com tudo.
 

Ouça o Hino à Proclamação da República

 
Hino à Proclamação da República
Letra: Medeiros e Albuquerque
Música: Leopoldo Augusto Miguez
 
Seja um pálio de luz desdobrado.
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperança, de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!
 

Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre País...
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, avante, da Pátria no altar!

Liberdade! Liberdade!

Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou este audaz pavilhão!
Mensageiros de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder
Mas da guerra nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!

Liberdade! Liberdade!

Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.
Eia, pois, brasileiros avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!

Liberdade! Liberdade!


 

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Abel Tolentino
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