Inicial Executivo Legislativo Judiciário Lojas Contato
 
NOTÍCIAS DO GOEG

19º ARTIGO DO GRÃO-MESTRE BARBOSA NUNES

Neste sábado, 04 de junho, o jornal Diário da Manhã, publicou o 19º artigo do Eminente Grão-Mestre, Irmão Barbosa Nunes, com o título "Acácia Amarela", inspirado na música dos Maçons Luiz Gonzaga Nascimento (Rei do Baião) e Orlando Silveira Oliveira Silva.


ACÁCIA AMARELA

 “Ela é tão linda é tão bela, aquela acácia amarela que a minha casa tem, aquela casa direita, que é tão justa e perfeita, onde eu me sinto tão bem. Sou um feliz operário, onde aumento de salário, não tem luta nem discórdia, ali o mal é submerso, o Grande Arquiteto do Universo, é harmonia, é concórdia. É harmonia, é concórdia".

“Acácia Amarela” foi gravada em 1982 em homenagem à maçonaria, composta pelos maçons Luiz Gonzaga Nascimento e Orlando Silveira Oliveira Silva. Luiz Gonzaga, um dos baluartes da música popular brasileira, nascido em 13 de dezembro de 1912, na fazenda Caiçara, município de Exu, sertão de Pernambuco, filho de Januário, lavrador e sanfoneiro e de dona Santana, iniciou na Loja Maçônica “Paranapuã”, sediada na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, em 03 de abril de 1971. Faleceu em 02 de agosto de 1989, com 77 anos. Orlando Silveira Oliveira Silva, nascido em 27 de maio de 1925, formado em Direito, regente, arranjador, compositor e acordeonista, com prêmio internacional de arranjo, foi recebido na Loja Maçônica “Adonai”, Rio de Janeiro, em março de 1974.

O Rei do Baião elaborou a letra e o tema musical, com sugestões e harmonização de Orlando Silveira, música incluída no CD “O eterno cantador”, com arranjo de Orlando Silveira e vocal de Luiz Gonzaga. É uma composição que identifica e retrata uma loja maçônica, (aquela casa direita que é tão justa e perfeita, onde eu me sinto tão bem). A inspiração poética acontece fortemente quando enfoca a árvore acácia amarela e sua casa (loja maçônica), concluindo, (ela é tão linda e tão bela, aquela acácia amarela que a minha casa tem).


Luiz Gonzaga

Orlando Silveira

Na sequência traz para seu texto profundamente representativo e simbólico, o maçom como operário, como pedreiro, como construtor de um mundo novo, tolerante e pacificador, que no seu progresso espiritual como pessoa e ser humano recebe o aumento de salário, (sou um feliz operário, onde o aumento do salário não tem luta nem discórdia). Para concluir busca Deus, que é o grande construtor do mundo, para nós maçons, Grande Arquiteto do Universo, finalizando uma das mais belas poesias e página musical da literatura brasileira, reafirmando que na loja maçônica o mal é submerso, com harmonia e concórdia, (ali o mal é submerso, o Grande Arquiteto do Universo, é harmonia e concórdia. É harmonia e concórdia).

No decorrer de sua vida, Luiz Gonzaga simbolizou o que melhor se tem da música nordestina, representada pela sanfona e o chapéu de couro. O velho Lua, como também era chamado, teve uma carreira consolidada e reconhecida, com seu som agreste atravessando barreiras e apreciado pelo povo, que expressava através de sua voz suas dores e seus amores.

Foi a representação da alma de um povo, alma do nordeste, cantando sua história, com simplicidade e dignidade.

A acácia é uma árvore leguminosa de madeira dura. Algumas espécies produzem goma-arábica e outras fornecem fruto comestível, tanino e madeira de grande valor. Todas produzem flores perfumadas brancas ou amarelas, sendo muito utilizadas como adorno. Existem quase 400 variedades presentes no mundo todo, como árvore universal.

No Egito as acácias eram árvores sagradas e tinham um nome hieroglífico de “shen”. Para a fraternidade Rosa Cruz, a acácia foi a madeira usada na confecção da cruz em que Jesus foi executado.

Segundo tabernáculo hebraico, eram feitos de madeira de acácia, a Arca da Aliança (Êxodo, 25-10), a mesa dos pães propiciais (Êxodo, 25-23) e o altar dos holocaustos (Êxodo, 27-1).

É planta símbolo por excelência da maçonaria, representando segurança, clareza, inocência e pureza, para uma nova vida e ressurreição para uma vida futura. Os povos antigos tiveram respeito extremado pela acácia, chegando a ser considerada um símbolo solar porque suas folhas se abrem com a luz do sol do amanhecer e fecham-se ao ocaso. Entre os árabes, na antiga Numídia, seu nome era houza e acredita-se ser a origem de nossa palavra maçônica “huze”.

Na Bíblia, algumas afirmativas “Farás o altar de madeira de acácia; farão uma arca de madeira de acácia; farás uma mesa de madeira de cetim.” A Bíblia é rica de alusões do uso da madeira de acácia, dando para ela usos sagrados.  Moisés, a pedido do Senhor, ordenou seu povo enquanto descansava no deserto ao pé do Sinai, que usassem a acácia na fabricação do tabernáculo e dos móveis nele usados, a Arca da Aliança, mesa dos pães da proposição, os adornos e outros.

Do maçom, que conhece a Acácia é esperada uma conduta pura e sem máculas. Estima-se que em 1937 a acácia nasce em nosso simbolismo, sendo a consciência da vida eterna. O galho verde no mistério da morte é o emblema do zelo ardente que o maçom deve ter pela verdade e a justiça, no meio dos homens corruptos que se traem uns aos outros.

Aos amigos que me distinguem com a leitura dos artigos publicados no Diário da Manhã, aos sábados, muito agradeço e os convido para terem a mesma emoção que tenho, quando acesso meu computador e na voz de Luiz Gonzaga, o meu coração é tocado com a música “Acácia Amarela”.

Obrigado Irmão Lua. Você fez a alegria na terra. Que Deus o tenha para sempre.

 

(Barbosa Nunes, advogado, ex-radialista, delegado de polícia aposentado, professor e Grão-Mestre do Grande Oriente do Estado de Goiás – barbosanunes@terra.com.br)
 


Notícias
Maçonaria - Grande Oriente - GOB - GOEG - Maçom - Aprendiz - Grão Mestre - Blog
Abel Tolentino - Secretário Estadual de Comunicação e Informática